Quais empresas e como estão inovando o mercado lawtech?

Somente no Brasil, existem mais de 1 milhão de advogados registrados na OAB. Agora, coloque esse número em proporção ao restante do mundo. Impossível fazer uma conta de cabeça, não é mesmo? Pois é. Esses dados nos dão uma ideia precisa da quantidade de profissionais que precisam otimizar suas atividades e práticas jurídicas para atender melhor a população.

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LAIOB no Festival da Inovação e Tecnologia em São Paulo

Nessa semana, a equipe de Tecnologia e Inovação do LAIOB esteve presente no Festival de Inovação e Cultura Empreendedora realizado pelo Valor Econômico e as revistas Pequenas Empresas & Grandes Negócios e Época Negócios no Unibes Cultural, em São Paulo. Ao longo de três dias de programação, o festival teve quatro pilares de conteúdo como: Educação Empreendedora, Inovação/tecnologia, Corporate Ventures e Agronegócio.

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6 novidades do polo de inovação da China

É comum pensar na China como um país que por praxe “copia” ou imita grandes organizações estrangeiras. Mas essa ideia está totalmente ultrapassada. O país tem passado por um grande boom de inovação tecnológica e hoje é considerado um dos maiores polos produtores de todo o mundo, especialmente no quesito de softwares e hardwares. No ramo de telecomunicações, sua presença também cresce gradualmente.

Algumas regiões específicas, como Shenzen e Zhongguancun, são até mesmo consideradas como centros mundiais de avanços tecnológicos do futuro. Uma responsabilidade e tanto, não? Por este motivo, a China não para nem para dormir, já que sua pretensão é surpreender e ficar cada vez mais perto dos Estados Unidos no ranking de empreendedorismo global.

Tem curiosidade sobre o que acontece do outro lado do mundo? Então acompanhe algumas novidades do polo de inovação da China para entender melhor toda a evolução pela qual o país está passando. 

1. “Vale do Silício Chinês” se estabelece

A região de Zhongguancun, localizada a 25 quilômetros de Pequim, se estabelece atualmente como o Vale do Silício Chinês. Isso porque acaba de bater a marca de 1 milhão de habitantes e cerca de 20.000 empresas voltadas para o ramo da tecnologia, uma grande transformação para o polo de inovação da China

Por lá, é fácil encontrar ônibus elétricos, bicicletas disponíveis para os habitantes e uma imensa área verde, o que comprova que a cidade está muito bem posicionada à frente de nosso tempo. Vale a pena uma pesquisa mais aprofundada sobre tudo o que essa localidade oferece e quais empresas abriga, pois ainda pode dar muito o que falar.

2. Didi Chuxing se torna a segunda startup mais valiosa do mundo

Em Pequim está situada a sede da startup Didi Chuxing, líder em aplicativos de transporte no país. Aqui no Brasil, ela atua em sociedade com a 99, também de transporte. Com aproximadamente 50 bilhões de dólares em valor de mercado, a Didi é agora a segunda startup mais valiosa do mundo. Ela fica atrás apenas da Uber, por enquanto. 

A sede da companhia também é considerada genuinamente empreendedora. Com direito a biblioteca, espaços verdes a área de lazer com escorregador, a Didi representa hoje o que há de mais moderno no polo de inovação da China. Isso significa que, embora tenha chegado um pouco atrasado na era dos computadores, o país se recuperou muito rapidamente e está pronto para continuar na liderança.

3. Investidores privados ganham espaço

O polo de inovação da China conta com a presença marcante de investidores privados. Desde 2016, foram cerca de 77 bilhões de dólares aplicados em startups chinesas e neste ano o país já é considerado o segundo no ranking com mais “unicórnios”. Ou seja, com startups que estão avaliadas em mais de 1 bilhão de dólares. No primeiro lugar, estão os Estados Unidos. 

Em novembro de 2017, a empresa de tecnologia Tencent superou o Facebook em valor de mercado. Neste ano, a Huawei e a ZTE, empresas de telecomunicações, chegaram muito perto dessa marca. Isso mostra que, nos próximos meses, a tendência é ainda crescer mais e se reafirmar com bastante força no mercado. Tudo graças a esses investidores, que estão cada vez mais interessados nesse potencial.

4. DJI desenvolve drones cada vez mais elaborados

A startup DJI é pioneira no mercado de drones sem todo o mundo. Iniciada em um alojamento de estudantes em Hong Kong, começou sem trabalho desenvolvendo helicópteros de controle remoto. Logo em 2012, lançou seu primeiro drone e ao longo dos anos criou novas versões do equipamento que hoje é utilizado inclusive em produções cinematográficas. É a maior empresa do setor, com valor superior a 8 bilhões de dólares.

Neste ano, a DJI já começou a realizar uma nova proposta: a de desenvolver drones mais elaborados com foco no ramo de inspeção, pulverização de plantações e agricultura. Isso porque esse setor é bastante explorado na América Latina, inclusive no Brasil. Espera-se que, muito em breve, esses equipamentos já estejam por aqui.

5. Investimentos em P&D aumentam

Em Shenzen e Nashan, dois centros tecnológicos da China, o investimento em Pesquisa e Desenvolvimento abocanha até 6% do PIB do país. Com cerca de 11 milhões de habitantes, esse local recebe mão de obra pesada proveniente de Pequim, onde se localizam as universidades chinesas mais renomadas do mundo. 

A área de P&D da China detêm muitas patentes internacionais, mais do que outros país muito maiores e considerados como desenvolvidos, como França e Grã-Bretanha. Hoje, a região adiciona um valor de aproximadamente 76% a seus produtos exportados, quase o mesmo número da União Europeia, que chega a 87%.

6. Novas capacidades de IA estão engatilhadas

Recentemente, houve uma proibição de motores a gasolina na China. A medida visa garantir mais vantagem global no mercado de veículos elétricos, o que nos leva a outro fator muito importante no pólo de inovação do país. Ao mesmo tempo em que isso foi anunciado, o governo chinês também revelou um plano de desenvolvimento voltado para Inteligência Artificial.

O plano é dividido em três etapas, que vão de 2020 a 2025, para que o país lidere o mundo nesse ramo no máximo até 2030. Mas isso não significa que vamos ter que esperar até lá para que esse setor caminhe a passos largos por lá. Atualmente, uma fatia generosa das startups chinesas já trabalham focadas nessa alternativa, nos mais diversos ramos de atuação. Ainda que o desenvolvimento ande um tanto quanto sigiloso, é possível aguardar por boas notícias muito em breve.

Como você pode ver, números crescem e inovações surgem diariamente no grande polo de inovação da China. O rótulo de fazer “boas cópias” foi literalmente deixado para trás, uma vez que muito do que é produzido hoje no país é considerado visionário. Nos últimos anos, o avanço tecnológico deixou de simplesmente passar pelo território chinês, mas também cresce e se desenvolve por lá, com raízes bastante firmes.

E você, como enxerga essa evolução do mercado da China a nível mundial? Considera que o país conseguirá se manter expressivo nos próximos anos? Sabe de mais alguma novidade importante para fazer parte dessa lista? Comente e participe do blog.

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Lawtech: o que é?

O setor jurídico mundial também está mergulhando nas tendências trazidas pela evolução tecnológica atual. Lawtech é o termo usado para nomear startups que desenvolvem soluções revolucionárias voltadas para esse mercado tão sério e importante. Assim como fintechs, foodtechs e agritechs, as lawtechs já garantem seu espaço no cenário mundial e movimentam a economia global.

Mas não somente profissionais e departamentos jurídicos de empresas se beneficiam desse conceito. Ele também é feito para o público final, de modo a conectar cidadãos à área do Direito e transformar de vez a atuação do poder Judiciário. Softwares, plataformas, sistemas e ferramentas digitais são apenas algumas das iniciativas propostas pelas lawtechs, que visam tanto otimizar processos quanto facilitar a rotina de advogados e estabelecer um contato mais alinhado com a população. 

Ficou interessado pelo assunto? Então acompanhe este artigo para entender um pouco mais sobre ele. Você já pode ter sido impactado por ele e ainda não sabe disso!

Qual é a diferença entre lawtech e legaltech?

A variação desses termos tem um significado diferente em cada parte do mundo. Lawtech é a abreviação de law (advocacia) e technology (tecnologia), que no exterior, por exemplo, é usada para startups que fazem soluções destinadas ao público final dos advogados.

Legaltech, por sua vez, é um conceito utilizado para as soluções direcionadas ao mercado jurídico, advogados, departamentos e escritórios. Contudo, no Brasil, não há diferenciação alguma dessas atividades: todas são consideradas como lawtech, seja qual for seu objetivo ou proposta.

Sendo assim, não se confunda caso ouvir os dois termos conceituados de forma diferente. No final, ambos têm o mesmo propósito de suprir demandas tecnológicas no setor jurídico.

Quais soluções são apresentadas por lawtechs?

As lawtechs se dividem por grupos de soluções. O primeiro deles é a automação e a gestão de documentos, para que o preenchimento e averiguação de documentos se torne mais rápida e precisa. Existe também a gestão de escritórios e departamentos jurídicos, destinados para quem deseja gerir melhor seu negócio, controlar o faturamento e alinhar os níveis de produtividade. 

Algumas lawtechs também oferecem soluções para coleta e análise de dados jurídicos, busca de jurisprudência e organização de repositório. Outras investem na área da resolução de conflitos online, que está se tornando bastante popular por facilitar a negociação de acordos. Existem também plataformas para consulta e consultoria de material jurídico e monitoramento de dados públicos.

Por fim, mas não menos importante, a tecnologia também permite as plataformas de redes de profissionais, que podem ser usadas para prospectar clientes e para criar conexões entre advogados de todo o mundo.

Como a lawtech beneficia o setor jurídico?

Em primeiro lugar, é fato que trabalhar com startups reduz custos de grandes corporações. No mercado jurídico, isso não é diferente. No Brasil, por exemplo, as empresas têm gastos de aproximadamente 2% de faturamento apenas com litígios. 

A implantação de recursos de lawtech dentro de empresas também diminui custos de transações internas e pode gerar uma economia de milhões de reais. Com isso, a produtividade aumenta, uma vez que escritórios e departamentos apostam em uma prática jurídica mais rápida e podem dedicar tempo a outras atividades mais elaboradas e que exigem mais carga intelectual. 

Para completar, os serviços ficam mais transparentes e democráticos, já que são acessíveis para todos. Quanto mais advogados estruturados em bases digitais, maior será o ganho social. O jurídico se desafoga, a pesquisa legal é otimizada e o acesso à lei é garantido para qualquer pessoa.

Como as lawtechs são vistas a nível mundial?

O mercado de lawtech ainda está se estabelecendo aos poucos na indústria. Contudo, algumas categorias do ramo já estão em ascensão e as startups jurídicas arrecadaram, até o ano passado, cerca de 739 milhões de dólares. Embora um pouco baixo, já registro de 484% no número de patentes arquivadas que dizem respeito a novas tecnologias do Direito. 

Esse aumento significativo mostra que serviços jurídicos digitais também estão em expansão. Escritórios virtuais, por exemplo, têm saído na frente já que quem precisa dos serviços de advogados costuma buscar outras alternativas além das tradicionais, que podem ser mais burocráticas e demoradas. 

Devido a esse fator, a concorrência no setor jurídico global aumentou. Espera-se então que o investimento em soluções tecnológicas de ponta também cresça, como forma de diferencial competitivo. Terceirizar com startups é uma opção cada vez mais incorporada por grandes organizações.

E no Brasil, há espaço para tecnologia jurídica?

No Brasil, a tecnologia aos poucos abre caminhos no setor jurídico. Hoje, são mais de 100 startups jurídicas em território nacional. Nos Estados Unidos, escritórios já estão aptos a realizar procedimentos de perícia judicial com a ajuda de inteligência artificial. Aqui, isso ainda não acontece, mas algumas lawtechs estão focadas no desenvolvimento desse recurso. 

Os investimentos no país ainda são baixos, mas é questão de tempo. Com a grande necessidade por parte da população, principalmente, em se beneficiar de auxílio jurídico, as soluções de lawtech tem absolutamente tudo para dar certo no Brasil. Uma associação já foi criada para administrar as categorias dessas startups e fornecer respaldo para que elas se estabeleçam de vez. 

Além disso, existem mais de 1 milhão de advogados contabilizados pela OAB – Ordem dos Advogados do Brasil, e mais de 80 milhões de processos em tramitação, quantidade que aumenta gradativamente todos os dias. Nosso país é o terceiro do mundo em números absolutos nesses dois quesitos. Portanto, inovar será sempre preciso.  

É importante ressaltar que as máquinas e a tecnologia entram em cena não para roubar o emprego dos advogados. Muito pelo contrário, o intuito é deixar cada uma das atividades jurídicas mais assertivas, o que traz vantagens tanto para profissionais quanto para clientes. 

Com a intervenção tecnológica, o tempo dos advogados passa a ser mais valorizado e questões estratégicas que demandam mais inteligência tática. Não há dúvidas de que todos saem ganhando e que as lawtechs ainda chegarão muito longe ao lado de outras startups, como as fintechs, do ramo financeiro, as foodtechs, do mercado alimentício, e as agritechs, do mercado agro. Agora, nos resta acompanhar essa mudança.

Você já sabia o que é lawtech? Reconhece algum serviço ou solução do setor jurídico aplicada em uma situação ou experiência particular? O que acha das propostas da área? Comente e deixe sua opinião abaixo!

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Os primeiros passos das startups de sucesso

O mercado, de forma geral, está cada vez mais dinâmico. Por isso, empreender tem sido um desafio para muitas pessoas. Para ampliar as possibilidades desse cenário, as startups entram em cena como modelos de negócio inovadores, que pretendem solucionar problemas mais específicos de consumidores bastante exigentes. Contudo, criar uma startup do zero pede muita dedicação, paciência e principalmente tempo. 

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Você sabia que o Brasil tem 3 das fintechs mais inovadoras do mundo?

As fintechs são gratas surpresas do ambiente de negócios. Basicamente, são startups que envolvem tecnologia e finanças, com o objetivo de desburocratizar ou aumentar a acessibilidade a recursos financeiros. Como o setor ainda não é tão desenvolvido, a entrada de tecnologia vem a calhar.

No mundo, muitas empresas do tipo já surgiram. Entre elas, estão SoFi e Kensho. Mas você sabia que o Brasil também abriga algumas das mais importantes do cenário atual? No país, estão 3 das mais inovadoras do planeta.

Veja quais são essas fintechs brasileiras tão famosas e entenda como elas mudam o mercado.

O roxinho que conquistou o Brasil

A lista com as 100 fintechs de maior inovação do mundo foi elaborada pela KPMG e pela H2 Ventures. Ela inclui 50 companhias mais bem classificadas e 50 que estão na posição emergente.

Em 7° lugar, aparece a fintech Nubank. Considerada um unicórnio por ter valor de mercado superior a 1 bilhão de dólares, o empreendimento se destaca pela revolução que causou no ambiente financeiro do Brasil.

Em poucos anos, já emitiu 5 milhões de cartões de crédito e se posicionou como uma das 5 maiores do país. Também é a maior fintech fora da Ásia, com quase 3 milhões de inscritos em seu serviço de conta digital.

Entre as facilidades oferecidas estão as taxas baixas ou mesmo nulas, a transparência na comunicação e os diversos serviços. Com a intenção de vencer a burocracia e a inércia, a empresa une tecnologia, bom atendimento e cumprimento até das maiores exigências.

O aplicativo para controle de finanças

Na 46ª posição, o GuiaBolso se destaca pelo serviço gratuito que oferece aos seus usuários. Com quase 5 milhões de inscritos, o aplicativo apresenta uma solução completa, intuitiva e única no cuidado com as finanças. 

Com uma atuação automática, realiza a conciliação bancária, permite estabelecer metas de economia e facilita a verificação de despesas. Também tem diversas integrações e possibilita, por exemplo, acompanhar os cartões de crédito e até se o nome está limpo nos serviços de proteção ao crédito. Com tanta tecnologia a favor do cotidiano, a posição do aplicativo o torna o principal do ramo no Brasil.

O site de empréstimos pessoais descomplicados

A área de empresas emergentes também conta com uma opção brasileira entre as fintechs mais inovadoras do mundo. É o caso do site Geru, que tem o objetivo de oferecer crédito para os usuários.

Considerada a primeira plataforma de empréstimo totalmente online do país, permite a simulação sem compromisso e um preenchimento descomplicado do pedido. Os dados são analisados de forma automática, com a definição de parâmetros específicos para a concessão de crédito.

Com a aprovação, o solicitante recebe um contrato que, depois de assinado, gera um depósito em até 2 dias, Com muita praticidade, é um serviço que rompe com a burocracia tão comum da análise de crédito — e que, por vezes, leva à negativa.

As opções brasileiras que figuram entre as fintechs mais inovadoras do mundo trazem soluções realmente disruptivas. Com o aporte no capital de risco em pleno desenvolvimento, é possível esperar ouvir delas no futuro.

Conte, nos comentários, o que você acha dos serviços oferecidos por ela e diga se alguma outra startup brasileira merecia aparecer na lista!

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