O que é foodtech?

Imagine na quantidade de alimentos que você consome por dia, por mês, por ano. Agora, pense no quanto é desafiador alimentar todo o restante do mundo durante esses períodos. Ficou admirado? Pois é! A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) avalia que, até o ano de 2050, a produção mundial de alimentos deveria aumentar aproximadamente 70% para suprir a necessidade da população daquela época.

Isso significa que todas as partes da cadeia que estruturam essa consciência precisam estar alinhadas para produzir e consumir de maneira mais sustentável. Diante deste cenário, entra em cena o conceito de foodtech: “food” significa comida, em inglês, e “tech”, tecnologia. A soma desses termos se impõe de forma inovadora por meio da atuação de startups de vários países em prol da construção de uma cadeia de alimentos mais dinâmica.

Quer entender melhor sobre o assunto? Este artigo pode ajudar! Prossiga na leitura e descubra tudo o que a proposta oferece.

Afinal, o que é foodtech?

O termo foodtech se aplica quando a tecnologia é utilizada para aprimorar a agricultura, a produção, a estrutura de fornecimento e o canal de distribuição de alimentos ao redor do mundo. Ou seja, é a junção de recursos tecnológicos que transformam a maneira de produzir, vender, consumir e servir todos os tipos de alimentos.

No Brasil, esse movimento ainda é novo. Cerca de 90 startups já trabalham no setor. De fato, o problema a nível mundial é grande, mas existe bastante espaço para quem apresenta soluções viáveis e rápidas para se colocar em prática. E elas devem ser abrangentes: desde o modo como a planta é cultivada até seu descarte, tudo deve ser incluído no desenvolvimento dessa proposta, sempre com foco total na inovação e na acessibilidade.

Em um país que 14 milhões de pessoas passam fome, o desperdício é grande. E as foodtechs surgiram justamente para equilibrar esses dados. Hoje, é possível encontrar empresas especializadas em vender frutas e legumes estragados por fora, mas em perfeito estado e sabor por dentro. Esse é apenas um exemplo prático de como o conceito funciona, criado por Arthur Arakaki que desenvolveu um site que envia a seus usuários cestas com esse tipo de produto.

Como as foodtechs transformam o mercado?

A maior foodtech do mundo, a Whole Foods Market, foi adquirida pela Amazon por quase 14 bilhões de dólares. Essa movimentação fez com que muitos analistas de mercado enxergassem mais oportunidades nesse ramo, especialmente devido aos valores que estão envolvidos nele.

Enquanto as foodtechs se preocupam com questões operacionais e tecnológicas, a sociedade responde com outro tipo de preocupação. A necessidade de levar um estilo de vida mais saudável, com qualidade e longevidade. A receita para isso estaria no consumo de alimentos adequados, saborosos e que deixem a dieta mais equilibrada.

Os brasileiros são extremamente exigentes no que diz respeito a produtos do tipo. Sendo assim, as startups já têm uma demanda grande para atender, e a tendência é que o mercado se firme cada vez mais. Até porque, empreendedores que pensam em produtos voltados para isso muitas vezes entregam algo mais engessado, que trazem benefícios para o indivíduo, mas não em larga escala. E o problema, na verdade, é imenso, já que é global.

O que as foodtechs têm em comum com os food services e com o food design experience?

Junto ao conceito de foodtech, caminha outros dois igualmente importantes. O foodservice, que abocanha toda a fatia de negócios voltadas para alimentação fora do lar, como restaurantes, padarias e lanchonetes, inclusive com delivery, e o food design experience, que visa melhorar a experiência do cliente junto a determinado produto alimentício.

Embora muita gente ache que esses três termos precisem ser desvinculados, a prática mostra o contrário. Eles são extremamente complementares. As empresas de foodservice são uma excelente maneira de observar o comportamento do consumidor fora de sua casa. E para atendê-los melhor, é fundamental que estejam atentos a alternativas de food design experience.

E onde uma foodtech entra nesse processo? Bem, é a associação de alimentação e tecnologia que consegue englobar os dois serviços anteriores para estabelecer estratégias com foco no crescimento da empresa, fidelização de clientes, meios de inovação, entre outros, para que o mercado finalmente se alinhe e consiga corresponder com satisfação as demandas.

Como o Foodtech Movement atua?

Pensando nisso, o Brasil já conta com o Foodtech Movement. O objetivo da organização é reunir pessoas que estejam dispostas a encarar esse desafio e estabelecerem soluções para um futuro em que toda a população seja alimentada de maneira sustentável. Afinal, está claro que a indústria de alimentos não consegue fazer isso sozinha.

Os encontros dessa associação também visam o conceito de foodtech system. Ele representa a importância da colaboratividade e da parceria de entidades, universidades, grandes empresas e demais empreendedores para criar uma cadeia de inovação. Se você se interessa por tudo isso, é interessante ficar sempre de olho no que o Foodtech Movement divulga para observar a atuação das foodtechs brasileiras e internacionais.

Sem dúvida alguma, este é um conceito que veio pra ficar. E você, com certeza, já utilizou os serviços de uma foodtech sem nem perceber: o iFood, por exemplo, ainda que não propague o consumo consciente de alimentos, revolucionou a maneira de pedir comida. Pelo aplicativo, tudo hoje é feito de maneira mais rápida, fácil e inteligente, tanto para o usuário quanto para o fornecedor.

Dito isso, vale a pena ressaltar que nós podemos também mudar nossos hábitos diários e fazer com que essa evolução tecnológica caminhe a passos mais ágeis. Com uma nova rotina e uma nova consciência que se volte contra o desperdício, você com certeza aproveitará mais ainda as facilidades que essas startups trazem e incentivará cada uma a trabalhar mais para fazer melhor e trazer novo recursos para o mercado. 

Gostou de saber um pouco mais sobre o que é foodtech e tudo o que esse tipo de startup pode oferecer? Se sim, vale a pena curtir a nossa página no Facebook para ficar sempre por dentro de outras novidades sobre o que acontece no universo corporativo.

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